VENCENDO PRECONCEITOS: EDUCAÇÃO SEXUAL PARA ADOLESCENTES NAS ESCOLAS

VENCENDO PRECONCEITOS: EDUCAÇÃO SEXUAL PARA ADOLESCENTES NAS ESCOLAS

Trata de um projeto de intervenção sobre Educação Sexual na escola para adolescentes realizado na Unidade de Saúde da Família Terra Vermelha/Vila Velha/E.S. Ao se traçar o perfil de 158 adolescentes percebeu: (78%) costumam fica, (30,35%) transaram pela primeira vez com 13 anos, sendo com o namorado (63,4%), (71%) não usaram camisinha e (41%) adquirem camisinha na unidade de saúde. Assim desenvolvemos educação sexual por meio de metodologias ativas nas escolas. Participaram das atividades edu
Qual foi a experiência desenvolvida? Sobre o que foi?: 

 

Trata de um projeto de intervenção sobre Educação Sexual na escola para adolescentes realizado na Unidade de Saúde da Família Terra Vermelha/Vila Velha/E.S. Ao se traçar o perfil de 158 adolescentes percebeu: (78%) costumam fica, (30,35%) transaram pela primeira vez com 13 anos, sendo com o namorado (63,4%), (71%) não usaram camisinha e (41%) adquirem camisinha na unidade de saúde. Objetivo: Desenvolver educação sexual por meio de metodologias ativas nas escolas.  Participaram das atividades educativas 1351 alunos durante o ano de 2012. Sendo apresentado a escolas, aos pais e aos funcionários da unidade de saúde dentre eles os Agentes Comunitários de Saúde onde realizou oficinas para facilitar o dialogo dos mesmos com os adolescentes em domicilio. Para os alunos dividiu em momentos: 1) Acolhimento, apresentação da e montagem da árvore do prazer: em um desenho de uma folha eles escrevessem o que dá prazer na vida deles, todas as respostas são lidas e coladas na árvore as principais: sexo, beijar, fica e namorar. Uma maçã qual o risco que eles correm com a forma de prazer que eles colocaram ou do amigo destacando-se as doenças sexualmente transmissíveis e gravidez e terminamos com uma flor: forma de prevenção do risco sendo evidenciado o uso do preservativo, da pílula e alguns colocam uso de saco plástico ou de sacolé.  Segunda oficina: A descoberta do eu onde abordou as alterações fisiológicas e psicológicas da adolescência,  puberdade e medidas de higiene dividindo  grupos de meninas e meninos sendo convidados a desenharem as diferenças sexuais ocorridas no sexo oposto com uso de absorventes, Bombril etc. após o assunto é explanado por eles. Seguido de DST eu conheço eu me cuido abordado as doenças sexualmente transmissíveis de forma lúdica com fotos, após gravidez desejada e planejada sim abordando os principais métodos contraceptivos enfatizando o uso do preservativo, sendo distribuídos bonecos para adolescentes em alguns momentos falo: seu filho chora, esta doente, evacuou gerando um incomodo. Após todos os adolescentes recebem o preservativo para manuseá-lo, convido um casal para vir à frente e demonstrar como colocar o códon masculino não sendo surpresa o uso totalmente incorreto, ensino o uso correto e seguro do mesmo. Sendo encerrado com a distribuição da caderneta do adolescente. As estratégias incluíram: “Tenda Cigana”, campeonato de happer, torneio de futebol e vôlei como DSTxPreservativo, tornando a escola e os alunos sujeitos ativos do processo ensino-aprendizado. Sendo observado aumento significativo do vínculo escola-adolescentes-família com a equipe, os pais procuram a unidade a fim de esclarecer duvidas a respeito da menarca, uso de preservativo e vários referem que se tivessem esse tipo de orientação não teriam engravidado.  A experiência abriu um canal de acesso à Unidade para esclarecimento de dúvidas sobre a educação sexual e formas de enfrentamento nesse ciclo de vida. Conclui-se que trabalhar a educação sexual nessa população implica em trabalhar melhoria da qualidade da própria vida, ensinando-o a refletir, ter consciência e responsabilidade consigo e com os outros. Tornando indispensável ações de educação na construção e fortalecimentos de laços de proteção.

 

A experiencia foi gratificante durante todo o processo você pbserva que não somente o adolescente está passando por um processo de mudança mas toda a familia e a própria comunidade, a redução do indice de gravidez na adolescência e a incidência de DST é algo que faz com que o profissional se realize, durante a apresentação para os pais alguns choraram dissendo que se tivesssem essa informção jamais teriam engravidado, recebo adolescente em consultório após as oficinas dizendo que desejam perder a virgindade e querem maiores explicações sobre os métodos, as escolas agradecem o projeto e sempre nos apoiam no desenvolvimento. Bom isso é o que importa você perceber a mudança nas vidas, o impacto na realidade

 
Como funciona(ou) a experiência?: 

Foi definido a ação após o diagnostico da população de adolescentes, a região da grande Terra Vermelha é uma área carente, com grande número de homicidios e trafico de drogas, sendo dificil levar o adolescente até então a Unidade de Saúde, desta forma elegemos a escola como local. Conseguimos absorver grande parte desta demanda e vários que não estão na escola nos procuravam para esclarecer as dúvidas. O melhor é adesão das escolas no Projeto teve uma escola em que as pedagogas nos procuraram solicitando socorro porque as meninas estavam assediando os meninos. Quando chegamos na escola geralmente é gerado uma grande expecatativa por parte dos adolescentes, todos querem que vamos as suas salas. As perguntas são diversas e eles se sente a vontade para perguntar, dialogar a respeito da sexualidade o que demosntra que conseguimos conquistar a confiança deles, algum referm que usavam saco plástico na hora da relação, que não tinham medo ou receio de pegar doenças ou engravidar as meninas. Aproveitamos sempre para falar a respeito de se tratar bem as pessoas com educação, uso adequado dos palavriados. E assim se segue em ritmo de uma grande brincadeira é lógico que eles nos testam a todo tempo com perguntas "calientes". Acho que ir acreditando que eles ficaram imparcial é um erro tantos eles como também os pais e até mesmos os professores tem sede de conhecimento a respeito da sexualidade e nos estamos ai, juntos para acrescentar saberes, não temos de sermos um marco e sim pretendemos melhorar a qualidade de vida deles de forma clara, objetiva mas também em forma de bricadeira. Nossos agentes fazem visitas frequentes aos adolescentes entregam o preservativo masculino e reforçam sobre o uso correto. Temos o prazer de receber vários país que levam seus filhos para saber mais a respeito de menstruação, primeira vez, uso correto do presrvativo e de contraceptivos até avós levam suas netas. Nossa farmacia entrega mais de 2000 preservativos mensais. Todos na unidade acolhem e respeitam o adolescente

Desafios para o desenvolvimento: 

Um dos príncipais desafios é atender a todos os adolescentes ao mesmo tempo, temos agendas e outros compromossimos. As escolas nos procuram com grande frequencia mas isso é algo que nos tras felicidade, temos apoio da Atenção Primária, da referência técnica de saúde do adolescente, de acadêmicos de enfermagem enfim precisamos de várias pernas afinal o número de adolescentes é altissimo. As igrejas e outras entidades locais também nos procuram, as vezes trabalhamos aos sábados e domigos. Mas me pergunto o que é desafio comtanto resultados positivos com tanta satisfação em realizar esse trabalho. Quando percebemos a alegria de acolhida que eles tem conosco os desafios ficam pequenos. As escolas sempre abrem suas portas e respeitam o nosso trabalho e pedem para que voltamos, infelizmente temos um grande número de escolas em nosso território então só vamos a cada escola uma vez por anos, tenho certeza que se pudessemos ir mais vezes o resultado seria melhor.

Quais as novidades?: 

As novidades é a procura por parte dos pais que querem que seus filhos recebam as orientações de forma correta e não erronêa. Criamos um projeto com os Agentes Comunitários de Saúde para que eles trabalhem em domicilio ou até mesmo na rua esse grupo, eles são orientados de forma ativa como abordar o adolescente, sobre sexualidade, puberdade, alterações fisiológicas, métodos contraceptivos, uso correto de preservativo e entregam o mesmo. Orientam também os pais a respeito do trabalho deles. E as escolas não só do nosso território como de outros também estão nos procurando o que demonstra que nosso trabalho esta indo no caminho certo.

Outras observações/campo livre: 

Como foi dito anteriormente trabalhar o adolescente não é algo simples. mas o melhor não é algo impossível. Estamos ai no território deles então porque não aproveitar e usar ferramentas que estão ao nosso alcance e ir em frente com respeito e sabedoria. sabendo que assim poderemos impactar as vida de famílias, comunidade, sociedade e juntos gerar indicadores positivos. Trabalhar a saúde do adolescente é algo crescente e relevante a nós profissionais, por mais dificil que pareça. A cada dia fico mais entusiasmada com o projeto. Sao várias escolas que nos procuram querendo nossos serviços se assim posso chamar. Os adolescente são fonte de energia a serem respeitadas, todos eles respeitam o trabalham que requer preparo porque as perguntas são várias, mas é ótimo esclarecer as dúvidas, anceios e medos e ajudá-los nesta fase do ciclo de vida.

Autores da experiência

NomeCategoria
Elida Cristina Machado NunesEnfermeiro
Rita Daher PestanaMédico
Irene SallesAgente Comunitário de Saúde
Leticia SilveiraEnfermeiro
Sabrina Negrelli BaptistaEnfermeiro
Arquivos anexados: 
Galeria de imagens: 

Comentários

Trabalhar a saúde do adolescente é algo crescente e relevante a nós profissionais, por mais dificil que pareça. A cada dia fico mais entusiasmada com o projeto. Sao várias escolas que nos procuram querendo nossos serviços se assim posso chamar. Os adolescente são fonte de energia a serem respeitadas, todos eles respeitam o trabalham que requer preparo porque as perguntas são várias, mas é ótimo esclarecer as dúvidas, anceios e medos e ajudá-los nesta fase do ciclo de vida.

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Gostei muito deste trabalho!
Trabalhar com adolescentes não é fácil, falar sobre sexualidade também não é fácil, agora da forma como foi realizada existindo essa mobilização muito bacana, fiquei curiosa em saber comi foi a reação dos educadores?

Parabéns! Muito bom!

Educação sexual para adolescentes é mais que fundamental na atenção básica. PARABÉNS!!

A experiência foi algo que não posso definir com palavras, a interação com os educadores foi algo relevante. As escolas abriram as portas nos acolheram e participaram do trabalho de forma integra. Os diretores, pedagogos, professores, auxiliares e até os vigilantes interagiram com a equipe, durante o período em que as atividades eram desenvolvidas todos queriam ficar conosco. Aproveitaram o tema e realizaram atividades pedagógicas abordando o tema. Como disse a escola foi e é um espaço maravilhoso para se trabalhar com adolecentes, a todo instante as perguantas surgiam de forma espontânea tanto por parte dos alunos como também por parte do corpo docente. Não distribuimos o preservativo nas escolas, mas a porocura pelo mesmo na Unidade de Saúde cresceu significativamente. Somente uma escola optou por distribuir o preservataivo masculino no ambiente escolar. E algo que muto me impressionou foi quando esclareci aos pais o tema que íria abordar, durante essa roda de conversa levei slaides com os temas, conversamos e várias mães me abraçaram ao final dissendo que se tivessem tido essa explicação na sua adolescência suas vidas poderiam ser diferentes hoje, apoiaram o trabalho, levaram suas filhas e filhos as consultas na unidade e o encantamento vistos no olhar de avós e mães quando explicavamos sobre a menarca, puberdade e outros assuntos durante a consulta é algo sem preço. Digo e afirmo AMO realizar esse trabalho com eles, me coloco a disposição para maiores esclarecimentos. Um abraço Elida Nunes

 

Legal, é muito importante que esse grupo, não só as garotas devem ser orientados sobre sexo pois ambas as partes estão envolvidas no mesmo contesto.
Sou ACS e já ouvi relatos de jovens que diz que fez sexo com um garoto e que não sabe se ele usou camisinha; que ficou com vergonha de averiguar se o menino estava com camisinha.
Esses pequenos detalhes podem levar a uma gravidez indesejada ou a uma DST. Nós profissionais de saúde devemos arranjar um meio de chegar até esses jovens e orienta-los.