Ampliando o Olhar do Agente Comunitário de Saúde para a Visita Domiciliar - Guia Prático do Cuidador / Ministério da Saúde.

Ampliando o Olhar do Agente Comunitário de Saúde para a Visita Domiciliar - Guia Prático do Cuidador / Ministério da Saúde.

Com a disponibilização do Guia Prático do Cuidador pelo Ministério da Saúde construímos uma oficina onde as atribuições e o cuidado prestado aos pacientes e familiares pelos Agentes Comunitários de Saúde foram construídos. Criadas situações pelos ACS de uma visita domiciliar ideal e outra sem a gestão do cuidado necessário, bem como, casos reais foram trazidos pelos ACS. Convidados externos auxiliaram na discussão destes problemas como assistentes sociais, farmacêutico, nutricionista.
Qual foi a experiência desenvolvida? Sobre o que foi?: 

O Agente Comunitário de Saúde é um membro fundamental da equipe de atenção básica por dar visibilidade às necessidades em saúde do território e por ser um profissional importante para o acesso à atenção à saúde e gestão do cuidado através da atenção básica, além de colaborar com os processos de educação em saúde e acompanhamento das famílias. Com a disponibilização da 3ª edição do Guia Prático do Cuidador pelo Ministério da Saúde e frente à identificação da necessidade de instrumentalizar os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município de São Bernardo do Campo para a visita domiciliar (VD), construímos uma oficina composta por quatro encontros, A metodologia utilizada foi a Educação Permanente e parte dos autores se revezou no papel de facilitadores. Realizamos dinâmicas para abertura dos encontros com os objetivos de despertar a atenção, o espirito de equipe, a multidisciplinaridade e a valorização do trabalho desenvolvido pelos ACS. As atribuições dos agentes comunitários de saúde durante a visita domiciliar e o cuidado prestado ao acamado ou restrito ao domicílio, familiares e cuidadores foram construídos durante a oficina. Criadas situações pelos ACS de uma visita domiciliar ideal e uma visita domiciliar sem a atenção e o cuidado necessário através da técnica de dramatização, seguidas de análises e o levantamento de problemas.  Os participantes elegeram situações reais do seu cotidiano para discussão e problematização dos casos de forma multidisciplinar e interdisciplinar. Convidados externos foram trazidos para auxiliar na discussão destes problemas como assistentes sociais, representante do Conselho Municipal do Idoso, farmacêutico, equipe de saúde bucal, nutricionista, bem como, os facilitadores da oficina ( apoios técnicos da atenção básica em assistência domiciliar e da saúde do adulto e da pessoa idosa). A oficina já passou por sete Unidades Básicas de Saúde e relatos dos Agentes Comunitários de Saúde, sugestões e grau de satisfação foram colhidos através de instrumentos de avaliação.

Como funciona(ou) a experiência?: 

A iniciativa da experiência  foi da equipe do Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado do município de São Bernardo do Campo - Estado de São Paulo, diante da necessidade de qualificação dos Agentes Comunitários de Saúde para visita domiciliar e atenção ao cuidador , e da disponibilização da 3 ª edição do Guia Prático do Cuidador pelo Ministério da Saúde em 2012. A equipe fez quatro encontros para o planejamento  da oficina e dos instrumentos de avaliação. Após foram convidados alguns gerentes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde a população idosa era mais expressiva  para a apresentação da proposta, comentários e adesão à oficina e pactuação do calendário. Após a realização da primeira oficina a equipe se reuniu e reavaliou o processo e os questionários respondidos pelos ACS para avaliação e replanejamento. Até a presente data sete UBS receberam a oficina e em cada uma delas contribuições foram aceitas para acrescentar ações e incluir novos profissionais segundo as necessidades e características das equipes das UBS.

Desafios para o desenvolvimento: 

Conseguir  dar todas as respostas à   situações de violència domiciliar, e negligência por parte de familiares. Lançamos mão de convidados como representantes do Conselho Municipal do Idoso e assistência social.

Quais as novidades?: 

As oficinas seguem um modelo básico e conforme as necessidades levantadas pelas gerentes das Unidades Básicas de Saúde foram sendo singularizadas.  Os Agentes Comunitários de Saúde na avaliação apontaram ter adquirido mais habilidades e um novo olhar para a visita domiciliar. além, de identificarem a necessidade de trazer mais informações para o restante da equipe. Relatam ainda terem adquirido mais segurança do seu papel diante do paciente, família e cuidador.

Autores da experiência

NomeCategoria
Samira HaddadAgente Comunitário de Saúde
Rosalina M. Gibram
Teresa E. A. Saito
Roberta da S. Fontana

Atores da experiência

Nome
Samira Haddad
Rosalina M. Gibram
Teresa E. A. Saito
Roberta da S. Fontana
Guaraciaba O. Pinto
Adalberto R. Ferreira
; Joana S. Kobel
; Larissa M. Bragagnolo
Cristiane Lopes de Souza
Daniela Callegari
Debora C. Baraldi;
Talita L. Faria.
Arquivos anexados: 
Galeria de imagens: 

Comentários

O local da experiência foi no município de São Bernardo do Campo - SP

Boa noite!! Bem-vindos a IV Mostra!! Sou enfermeira de Crato no Ceará, trabalho na ESF há 14 anos, sou uma apaixonada pela atenção domiciliária e saúde da pessoa idosa! Fiquei pensando:vocês já possuem alguma avaliação das pessoas que recebem essa assistência? Pensaram em monitorar as mudanças ou mesmo as melhorias em relação a assistência domiciliária ao idoso, cuidadores e familiares após esse momento? Parabéns!!! Abraços!

Boa noite, Ana Paula. No final da oficina foi solicitado nova visita domiciliar e novos casos foram apresentados e solicitamos ainda o relato e o preenchimento de avaliações sem a necessidade deles se identificarem , que nos dão informações sobre mudanças do olhar do ACS para a visita domiciliar , e no processo de trabalho.

E Obgada Ana Paula, AbraSUS

Olá, Samira, bom dia!!!

Sou enfermeira há 13 anos e trabalho na Atenção Básica no município de Salitre, no Estado do Ceará. Sou apaixonada pela Atenção Básica, por tudo que envolve os ACS e o cuidado. E, para mim, falar da Atenção Domiciliária à Pessoa Idosa é destacar sua importância no direcionamento dos serviços de saúde ofertados a essa clientela, por ser uma ferramenta importante que proporciona um cuidado individualizado e humano, através da escuta ativa dos desejos e anseios dos idoso e das pessoas com quem convive.

Assim, o papel dos ACS nesse processo é fundamental, tendo em vista a visita domiciliária ser um instrumento de trabalho dos ACS na Família da Saúde. Diante disso, o processo de educação em saúde torna-se imprescindível para permear ensinamentos que se processem mudanças no modo de atuar de cuidar da saúde, além da continuidade na implementação das ações e serviços ofertados à população.

Pelo exposto, percebe-se mudanças positivas “no olhar do ACS para a visita domiciliar e no processo de trabalho”. Isso é gratificante, pois é preciso conhecer como a clientela percebe e reconhece a importância dessa atividade. E nada melhor que o processo de monitoramento e avaliação para apreender em que medida o que se planejou está sendo alcançado e reorientar o curso das ações programadas, a fim de contribuir para a melhoria dos serviços ofertados à comunidade.

Parabéns pelo trabalho!!!

Como sugestão, porque vocês não ampliam esse processo de educação em saúde com as famílias dos idosos?

Abraço,

Geanne. 

Bom dia . Geanne.

Agradeço seus comentários. Sim, após finalizarmos as oficinas na rede iremos abordar o cuidador informal utilizando o Guia Prático do Cuidador do Ministério da Saúde.

 

Abços,

Samira

Parabéns pela excelente iniciativa. Sou estudante de Enfermagem e trabalho com idosos em um  projeto de extensão em uma USF de Vitória da Conquista - BA. Gostei da ideia e irei trabalhar essa temática no grupo que participo!

AbraSUS!

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Boa noite, pessoal!

Gostaria de parabenizá-los pela iniciativa de discutir a qualidade da visita domiciliar com os ACS. Na minha experiência, percebi que a rotina nos leva a um monitoramento contínuo sobre a quantidade de VD realizadas e eu sentia angústia quando pensava na qualidade dessa ação. Não que ela seja ruim, boa, ou tenha algum outro valor, mas pelo fato de não ser discutida pela maior parte das equipes de Saúde da Família com as quais trabalhei. Gostaria também que vocês esclarecessem porque não utilizaram os resultados dos instrumentos utilizados na avaliação no relato. Será que não enriqueceria? Fiquei curiosa para saber um pouco mais do que havia nesses instrumentos. Parabéns pela experiência, mais uma vez!

Abraço!

Boa noite, Murylo e Rebecca. Agradeço os comentários. 

Os intrumentos de avaliação foram imagens que chamamos de carinhas sobre o grau de satisfação e pedindo sugestões após cada oficina. No final do evento foi entregue um questionário com perguntas sobre a pertinencia dos temas abordados, a avaliação sobre a dinâmica dos encontros, sugestões de temas , se modificou o processo de trabalho ( impacto) dos ACS, entre outras. Sim Rebecca. Seria interessante e podemos abordar na  Amostra as avaliações caso o trabalho for escolhido. Abços

Boa noite, Samira! Torço para que o trabalho de vocês seja escolhido por trazer à tona a importantíssima discussão sobre a qualidade das VD dos ACS. Será uma apresentação muito interessante com um riquíssimo debate! Boa sorte!

Abraços!

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Obrigada Rebecca Cabral! Boa sorte

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