Oficina de Sexualidade

Oficina de Sexualidade

O projeto que visa promover uma Oficina de sexualidade e prevenção de HIV, DST's e Hepatites Virais, realizado na Policlínica Regional de saúde Dr. Guilherme Taylor March, tem por público alvo (pré)adolescentes , alunos de escolas públicas localizadas na região norte de Niterói. Através do método educativo utiliza-se dos temas sexualidade, imunização, DST/HIV/AIDS, uso de preservativos, anatomia e fisiologia dos órgãos genitais e outros assuntos propostos pelos participantes.

Dados da Experiência

Local da experiência: 
Niterói (RJ)
Qual foi a experiência desenvolvida? Sobre o que foi?: 

A Oficina de Sexualidade trabalha na perspectiva de integração entre os espaços da Educação e da Saúde, sobre o tema sexualidade e prevenção às DST/HIV/AIDS, elaborou-se uma estratégia educativa voltada para (pré)adolescentes, pautada no diálogo, no vínculo, na escuta e no acolhimento, objetivando a construção compartilhada do conhecimento e reflexões sobre temáticas relacionadas à saúde afetivo-sexual e reprodutiva. Utilizou-se metodologia de Oficinas em Dinâmica de Grupo. O trabalho foi desenvolvido em dois contextos de pesquisa, composto por uma unidade de Saúde e duas Escolas Públicas, próximos geograficamente da unidade de saúde, pertencentes ao município de Niterói/RJ. Esse trabalho se desenvolve desde 2001, com acadêmicos de Serviço social e um Assistente social (profissional de saúde). A estratégia educativa em forma de oficinas possibilitou discussões e incitou reflexões acerca da sexualidade enquanto uma dimensão socialmente construída, contemplando as perspectivas físicas, psicológicas, emocionais, culturais e sociais, evitando o reducionismo biológico ao tratar o tema, no intuito de estar mais próximo do (pré) adolescente e alcançar com mais pertinência a promoção da saúde integral.  Optou-se pelo formato de oficina pela dinâmica em forma de roda de conversa. E tem como objetivos aprofundar e detalhar um assunto de maneira proveitosa e prática, tendo o profissional em saúde como um moderador e os estagiários como expositores. A dinâmica da sessão divide-se em três momentos: exposição, discussão em grupos ou equipe e fechamento da discussão sempre deixando margem para o desenvolvimento posterior do tema. Geralmente, essa ação estava atrelada a possibilidade da professora trabalhar os conteúdos de forma mais aprofundada, visto que deixava-se material impresso para serem discutidos à outros assuntos relacionados ao tema do workshop. Para ser considerado workshop, o evento precisa necessariamente trabalhar com dinâmicas onde os participantes interajam com os facilitadores. Por ser realizado num único dia, respeitando a cultura específica de cada localidade, localizados no tempo e espaço da escola devido suas características. Por ser um tipo de encontro muito voltado para a aprendizagem e facilitar a participação do grupo de pessoas, ao invés do formato de palestras optamos pelo formato de oficina. Como o tema é vasto, com vários assuntos, e pautado em nossas experiências, deixa-se que a turma eleja um tema mais instigante, no qual se pauta a discussão. Por esse motivo que a oficina ultrapassa a visão de palestra como transmissão de conhecimento, neste caso específico.

Segundo Afonso (2000) o trabalho em oficinas é uma estratégia de “trabalho estruturado com grupos, independentemente do número de encontros, sendo focalizado em torno de uma questão central que o grupo se propõe a elaborar, em um contexto social. A elaboração que se busca na oficina não se restringe uma reflexão racional, mas envolve os sujeitos de maneira integral, formas de pensar, sentir e agir.” (p. 9)

As Oficinas de Sexualidade do projeto se fazem em formato de roda de conversas após a exibição de vídeos educativos de acordo com a faixa etária de cada turma focalizando-se, sobretudo, as conflituosas vividas pelos (pré)adolescentes com seus corpos, dimensões estéticas, corporais e de saúde relacionadas à métodos contraceptivos, DST/HIV/AIDS vivência da sexualidade, procurando-se compreender a questão de gênero, e a dimensão social da afetividade contemporânea. Embora as discussões em torno de DST/HIV/AIDS e método de contracepção dos adolescentes estava mais voltado ao uso do condons.

E ainda, se justificam na necessidade de ações voltadas para o adolescente e incentiva a realização de ações de prevenção nas escolas ao invés das instalações do serviço de saúde, pelo motivo da pouca procura desse público à unidade de saúde.

E nas oficinas dentro de um ambiente que se sintam mais seguros junto aos seus pares permite maiores participações e mais dinâmicas mesmo seguindo os passos:

“[...] a análise da clientela, problemática, do contexto e do grupo, definição do foco, planejamento flexível (implicando contínua transformação, enquanto fluir o processo grupal), utilização de técnicas de sensibilização, dinamização, comunicação e reflexão, a fim de propiciar a formação de vínculo grupal, respeitando-se a autonomia e o desenvolvimento dos participantes assumindo a coordenação o papel de facilitadora do processo grupal, através da promoção da comunicação, da análise das implicações do sujeito, da rede de vínculos, transferências, contratransferências e relação do grupo com o contexto.”

A Utilização de estagiários do curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense teve o intuito de favorecer o reconhecimento dos códigos gestuais e de linguagem. Para isso, os acadêmicos passam por oficinas interativas com profissionais de outras áreas como medicina, enfermagem, fisioterapia, serviço social, objetivando um exercício interdisciplinar no trato do tema, desmistificando com isso, que apenas profissionais da saúde podem trabalhar essa questão da sexualidade e de gênero, não se detendo apenas na identificação dos sinais e sintomas da DST/HIV/AIDS.

A capacitação de estagiários, além de passar por essas oficinas de treinamento no campo de estágio, discutem a percepção do seu próprio corpo e questões subjetivas pautados em textos teóricos sobre sexualidade e gênero utilizando bibliografia específica e materiais como próteses, álbuns seriados e materiais audiovisuais, nos momentos de supervisão.

A partir dessa sensibilização parte-se para o contato com os estabelecimentos de ensino com o serviço de Orientação Pedagógica e/ou a Direção, para a sensibilização da comunidade escolar, por meio da divulgação da proposta do projeto com os professores, os pais e/ou responsáveis, para depois a entrada em sala de aula inicalmente escolhidas pela direção da escola. O foco da oficina sexualidade partia-se dos seguintes temas-geradores: iniciava-se pela diferenciação entre afetividade (o namoro, o ficar) e sexualidade humana; no 2º momento informações gerais, ansiedade; curiosidades e sexualidade na adolescência; após a exibição de um vídeo discutia-se os papéis e funções sexuais; os mitos, crendices e tabus sexuais; gravidez na adolescência; quando a turma é do ensino médio se aprofunda-se nos métodos contraceptivos e as doenças DST/HIV/AIDS.

 

 

Como funciona(ou) a experiência?: 

O município de Niterói/RJ históricamente recebe acadêrmicos da Universidade Federal  Fluminense em suas unidades de saúde como campo de estágio, disciplina de campo, redidência, internato e PET - Saúde. Em 2001 as Oficinas de Sexualidade começaram em parceria das políticas públicas de Saúde e Educação, em 2004, e se juntou a proposta do Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas (PSPE) passou-se a utilizar a as agendas fornecidas pelo MS. Em 2010, agreçou-se a proposta ao Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) vieram as cadernetas dos Adolescentes.  A partir daí iniciou-se a experiência de ter outros profissionais. Todas as intervenções ocorrem após o contato prévio com a direção da escola, nos colocávamos à disposição para participar de reunião com pais e responsáveis, com o objetivo de explicar a dinâmica do encontro com seus filhos e expor qual o assunto. Porém deixávamos claro que a participação dos alunos não seria obrigatória. Utilização das oficinas com método de roda, como espaço interativo e com maior participação dos alunos, além dos recursos. Quanto a distribuição de preservativos na escola não ocorreu neste semestre, visto que nesse semestre trabalhamos com (pré)adolescentes de 09 à 15 anos, preferimos disponibilizar na unidade de saúde para quem desejar.

Fitas de vídeo

A utilização deste recurso foi uma forma divertida no qual buscou-se estabelecer uma discussão sobre tais diferenças referentes às expectativas masculinas e femininas no que diz respeito a necessidade de se trabalhar com sexualidade diferenciando da expressão da afetividade.

Álbuns seriados e Próteses genitais:

 

Postais:

A utilização da dinâmica dos postais mostrou-se um excelente como técnica para deshistoricizar suas vivências no que tange ao gênero e contextos sociais - preconceitos ou restrições às suas opiniões.

Processo Avaliativo

A Avaliação dos encontros e encerramento do grupo além do momento da avaliação processual dos professores e os relatórios das oficinas produzidos pelos estagiários. Ressalta-se, ainda, que o avaliador do caráter pedagógico da oficina foi o professor.

Objetivos

Iniciar diálogo sobre mudanças físicas; diferenciar a terminologia entre sexo e sexualidade; distinguir os conceitos de afetividade e sexualidade; refletir acerca do cuidado com o corpo e suas implicações para a saúde; desmistificar os conceitos fantasiosos de concepção ou reprodução;

 
Desafios para o desenvolvimento: 

A proposta desde 2001 foi inovadora no que tange a prevenção e  promoção à saúde do (pré)adolescente na comunidade, acredita-se que a  responsabilidade de execução não é apenas da esfera da saúde, mas sim de todos os envolvidos: a gestão das políticas públicas, as equipes da saúde e educação local e as famílias dos (pré)adolescentes, os profissionais de saúde da família e os próprios adolescentes. Quando se trata de uma proposta de elaboração de ações de promoção à saúde, é fundamental uma aproximação com os conteúdos subjetivos dos atores sociais envolvidos. Primeiro, como forma de alcançar as impressões, opiniões, sentimentos e saberes dos diferentes grupos; depois, porque interessa conhecer quais os recursos e as dificuldades de cada um desses segmentos (pais, adolescentes e
profissionais) em promover a saúde dos adolescentes na comunidade

Quais as novidades?: 

O novo formato de intervenção do Projeto de Prevenção com a inserção de  outros profissionais: a enfermagem com orientações e avaliação das cadernetas do Adolescente imunização; a odontologia com dentistas e técnico de saúde bucal com orientações, avaliação e encaminhamento para intervenções na unidade de saúde; a nutrição com seus acadêmicos com orientações nutricionais para alimentação saudável e aferição de peso e altura do público alvos; e finalmente o Serviço Social com seus acadêmicos com discussão dos direitos sociais e reprodutivos e prevenção de DST/AIDS. Integrando a equipe de saúde e de educação e seus saberes.

Autores da experiência

NomeCategoria
Renata Querino de SousaOutro
Suyany Almeida Linhares de OliveiraOutro
Cláudia Márcia Osório Xavier de AlmeidaAssistente Social

Atores da experiência

NomeCategoria
Escola Municipal Djalma CoutinhoUsuário da UBS
Colégio Estadual Machado de AssisUsuário da UBS
Galeria de imagens: 

Comentários

Boa noite, parabéns pela experiência, faço parte do gupo turorial PET saúde e reconheço a importância destas atividades para a prevenção de HIV, DST'S E Hepatites virais. Pretendo trocar experências e conhecer mais do seu projeto.

abraSUS

Marcos Ribeiro

boa noite

Trabalho muito bem elaborado experiencia muito proveitosa, a prevenção concerteza foi realizada.