Ampliando o acesso das populações ribeirinhas aos serviços de saúde

Ampliando o acesso das populações ribeirinhas aos serviços de saúde

Apresentamos a experiência desenvolvida entre a população ribeirinha de Manaus, no Amazonas, através do trabalho desenvolvido pela Unidade Básica de Saúde Fluvial Semsa IV, vinculada a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. A referida unidade atende as populações ribeirinhas ao longo das calhas dos Rios Negro e Amazonas, possibilitando o acesso dessas pessoas aos serviços básicos de saúde, contando com o apoio de uma equipe multiprofissional.

Dados da Experiência

Local da experiência: 
Manaus (AM)
Qual foi a experiência desenvolvida? Sobre o que foi?: 

A nossa experiência é descrita com base nas ações desenvolvidas pela equipe de saúde da Unidade Básica de Saúde Fluvial Catuiara (SEMSA IV), que possibilita o acesso para as comunidades existentes ao longo das calhas dos Rios Negro e Amazonas.

A Unidade de Saúde SEMSA IV é uma embarcação adaptada para possibilitar o atendimento dos comunitários das áreas ribeirinhas, possuindo consultórios médicos, consultório odontológico, sala de vacina, sala de procedimento, consultório de enfermagem, farmácia, laboratório e sala de esterilização.

Conta com a atuação de uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, cirurgiões dentistas, farmacêuticos-bioquímicos, auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos de saúde bucal, técnicos em dermatologia sanitária, auxiliares e técnicos de patologia, além da tripulação, serviços gerais e cozinheiro.

Como funciona(ou) a experiência?: 

O municipio de Manaus desenvolve ações de saúde nas áreas ribeirinhas há mais de 20 anos, mas nos últimos anos vem qualificando as ações desenvolvidas. A criação de Unidades Básicas de Saúde Fluvial é o grande diferencial, uma vez que possibilita o acesso das pessoas que residem em comunidades riberiinhas aos serviços de saúde.

O primeiro ponto é a adaptação da embarcação para que funcione como um estabelecimento de saúde, incluindo serviços essenciais como sala de vacina e sala de procedimentos, além de laboratório com sala de coleta.

Nos últimos anos ocorreu também a criação do Distrito de Saúde Rural, qualificando a gestão da saúde para as populações rurais do município.

Desafios para o desenvolvimento: 

Os grandes desafios estão em dois pontos:

- O isolamento geográfico

- O convívo com o período de cheias e vazantes dos rios da amazônia.

Ao longo do percurso dos rios temos uma dispersão populacional muito grande nos Rios Negro e Amazonas, sendo que a distância entre as moradias não é dimensionada em metragem mas em tempo de percurso entre uma residência e outra.

O fenômeno dos rios também é outro desafio, uma vez que resulta em na migração das famílias ao longo do ano, conforme ocorre a mudança no nível dos rios, chegando ao ponto de ocorrer a subida (cheia) e descida (vazante) dos rios em mais de 10 metros.

Organizar o acesso e a abordagem pelas equipes de saúde fluvial é o grande desafio da gestão nas áreas ribeirinhas.

Quais as novidades?: 

A grande novidade é ofertar um sistema de saúde que possibilita o acesso da população ribeirinha aos serviços de atenção primária com qualidade, agregando a continuidade das ações e o desenvolvimentos das ações de saúde de forma integral.

O estabelecimento dos fluxos de referência e contra-referência é outro ponto que está em desenvolvimento, organizando o acesso das pessoas aos serviços especiaiizados, quando necessário.

Outra novidade é a composição da equipe multidisciplinas, envolvendo atores diversos, incluindo o serviço social e a nutrição, por exemplo, qualificando a atuação da equipe e proporcionando o desenvolvimento de metodologias de abordagem que envolvem rodas de conversas, grupos operativos, consultas sequenciadas, entre outros, todos em desenvolvimento.

Autores da experiência

NomeCategoria
Nilson Massakazu AndoMédico
Patrícia Conceição Cabral e SilvaGestor
Dirceu Cabral GuedesEnfermeiro
Paulo Edson de SouzaMédico
Luiz Antônio DalamaMédico
Maria Anete Queiroz de MoraesEnfermeiro
Ajucilândia Gonçalves MacielAssistente Social

Atores da experiência

NomeCategoria
Weimberg Gonçalves GomesGestor
Marco Tulio BisinottoCirurgião Dentista
Maria Mistânia Silva LoboCirurgião Dentista
Lilian AlencarAuxiliar de Saúde Bucal
Claudia CruzOutro
Whilamy OliveiraOutro
Angelo Maximo FariasOutro
Maria BittencourtOutro
Sandra Sueli BritoAuxiliar de Enfermagem
Ricardo JanderAuxiliar Administrativo
Nilson Massakazu AndoMédico
Iraldiza KrugelAssistente Social
Mara Keila ReisAuxiliar de Enfermagem
Zenaide Lima da SilvaAuxiliar de Enfermagem
Leonilia SoaresEnfermeiro
Kélia BarretoCirurgião Dentista
Elenize AlvesNutricionista
Elis Regina AlmeidaAuxiliar de Enfermagem
Eliene Bueno CastroAssistente Social
Luciano BarretoTécnico de Enfermagem
Nazaré GonçalvesAuxiliar de Saúde Bucal
Jorge GuerraMédico
Luiza GarneloMédico

Comentários

Excelente,apenas gostaria de mais algumas fotos,

A experiência é interessante, demonstra que quando se entende o papel da APS e sua importância na adscrição da clientela e busca assegurar o acesso dessa população em suas dificuldades, o que fica visível no propósito da equipe em facilitar esse acesso.

A importância de se ter uma unidade móvel para os locais de difícil acesso.

Nos faz refletir que onde não se tem tantas dificuldades geográficas para o acesso, é necessário uma melhor reflexão das equipes sobre o seu papel como facilitador do acesso nas UBS fixas.

Um grande desafio! Parabéns aos profissionais que enfrentam essas dificuldades para garantir acesso à sáude!

Muito bom o trabalho, é muito diferente da nossa realidade em Santa Catarina, mas nos faz refletir o quanto a saúde ainda é de difícil acesso a muitos no Brasil e quanto podemos fazer por nossa população. Esta iniciativa é maravilhosa, estão de parabéns.

Muito legal!!!!! Parabéns aos idealizadores e aos trabalhadores!!!!! Não consigo imaginar como é o trabalho de vocês, na prática. Mas com certeza é maravilhoso!!!!